De acordo com a lei, configura acidente de trabalho todo tipo de lesão física ou comprometimento funcional ocorrido durante o desempenho das funções profissionais dentro de uma empresa – podendo levar a óbito ou a perda (permanente ou temporária) das condições básicas para exercer o trabalho.
Mesmo com o crescente debate sobre segurança, os acidentes de trabalhos ainda comprometem a integridade física de milhões de brasileiros anualmente. Para reduzir esta alarmante estatística, a única medida eficaz é investir na prevenção.
Para você, empresário, que não quer expor a saúde de seus funcionários a sérios riscos e procura poupar seu negócio das complicações referentes a indenizações e afastamentos prolongados, confira as dicas que a Agemed preparou para te ajudar a promover a segurança dentro de sua empresa:
TREINAMENTO
Investir em treinamento é essencial quando o objetivo é minimizar acidentes de trabalho. Um profissional que está familiarizado com os processos, maquinários e ferramentas envolvidos em seu trabalho desempenha suas funções de forma segura, sem oferecer grandes riscos a si mesmo ou aos profissionais com quem divide as funções. Além de esclarecer questões sobre o desempenho técnico da profissão, é necessário que o treinamento englobe outras questões que circundam o tema da segurança no ambiente de trabalho – é preciso falar sobre a importância de respeitar as áreas de acesso restrito, de não obstruir locais de circulação, de não dispersar a atenção durante o desempenho de atividades potencialmente perigosas, de não se envolver com atividades para as quais não está qualificado, entre outros.
EPIs e EPCs
Equipamentos de segurança são essenciais no dia a dia de uma empresa que se preocupa com a proteção de seus colaboradores. Existem duas categorias de equipamentos de segurança:
EPIs: Equipamentos de Proteção Individual, que envolvem capacetes, luvas, calçados e macacão reforçados, óculos, protetores auriculares, cinturões, etc. São os itens de uso pessoal do funcionário, que são escolhidos de acordo com os riscos oferecidos por cada cargo e devem ser parte integrante do uniforme de trabalho usado diariamente;
EPCs: Equipamentos de Proteção Coletiva, que compõem um sistema de proteção ao grupo de pessoas envolvidas com a empresa, sejam colaboradores, administradores ou terceiros. Entre eles, estão os corrimãos das escadas, extintores, o uso de placas/cones/outros sinalizadores de segurança, proteção para partes móveis do maquinário, entre outros.
Os equipamentos de segurança devem ser garantidos pela empresa. Além de fornecê-los, a empresa também deve monitorar o seu uso, fazendo acompanhamentos semanais ou mensais para averiguar se os funcionários estão utilizando-os da maneira correta – equipamentos utilizados de forma equivocada não afastam os acidentes de trabalho, e cabe à instituição dar as instruções.
FERRAMENTAS
Ferramentas enferrujadas, quebradas ou em mau estado de conservação são um prato cheio para causar acidentes de trabalho – pois abrem margem para que os funcionários improvisem um conserto que melhore momentaneamente as condições de trabalho, colocando a saúde em situação de risco. É necessário que a empresa faça, a cada mês ou a cada trimestre, uma inspeção das ferramentas que estão fornecendo aos seus colaboradores para que desempenhem o trabalho. Nesta vistoria de rotina, é preciso identificar quais instrumentos estão em boas condições, quais precisam de manutenção e quais devem ser substituídos por novas amostras. O mesmo vale para os EPIs e EPCs: de nada adiantam equipamentos de segurança quebrados ou danificados – estes também precisam de reparos e substituições para que sigam oferecendo proteção integral.
CIPA
Os administradores de uma empresa devem se preocupar com a instalação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) no ambiente de trabalho. Esta Comissão é formada por um grupo de colaboradores da própria instituição que, inseridos no cotidiano de trabalho e nas funções desempenhadas pela empresa, conseguem traçar com maior precisão um mapa dos riscos aos quais os funcionários são submetidos durante o expediente – e, assim, implementar ações preventivas de maior efetividade. O CIPA é o órgão da empresa responsável por inspecionar ferramentas, comunicar à diretoria quando manutenções são necessárias, passar orientações sobre EPIs e EPCs, transmitir informações sobre o plano de segurança construído pela empresa e sobre as medidas a serem tomadas em caso de acidente. A Comissão existe para garantir melhores condições de saúde e trabalho para toda a equipe.
PRIMEIROS SOCORROS
Investir na distribuição de kits de primeiros socorros por todos os setores da empresa ou na contratação de uma equipe médica para permanecer no local diariamente não faz com que os acidentes não aconteçam, mas evita que evoluam para quadros mais graves, onde o funcionário pode ir a óbito ou precisar de afastamento prolongado para recuperação. Promove a segurança da equipe e melhora as condições de trabalho para todos os profissionais envolvidos com a organização.
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